
Quando se fala em competitividade no varejo, não se pode deixar de abordar um tema bastante discutido, porém com pouca análise em profundidade: o poder de mercado dos varejistas. Muito se fala em aglomeração de poder em determinados estados e em pulverização em outros, mas as reais explicações do porquê uma rede, pequena ou grande, detém um verdadeiro poder sobre as suas atuações e adquire um forte diferencial sobre seus concorrentes têm sido abordadas de maneira pouco estruturada, priorizando alguns fenômenos sobre outros. Na verdade é a combinação de fatores intrínsecos ao ambiente de loja e extrínsecos ao mesmo que fazem com que as vendas possam ser alavancadas e os índices de conversão majorados. A diferenciação aparece neste contexto de análise da competitividade de uma rede varejista já que muitos questionamentos têm sido feitos em relação à existência frequente de commodities (bens sem qualquer atributo de marca ou tecnologia), o que torna a escolha, por parte dos consumidores, definida única e exclusivamente por preço. E é justamente disto que o varejista deve fugir. A inclusão de atributos, ou até mesmo de “pacote” de atributos, no ambiente de loja torna possível a diferenciação de um produto que inicialmente era tido como ausente de características que agregam valor.

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